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18 de março de 2006: Dia Internacional de Luta contra as guerras econômicas e militares
 

A humanidade assiste perplexa à maior escalada militar desde a segunda guerra mundial. Ela é dirigida e executada pelo imperialismo estadunidense com a colaboração dos governos das potências econômicas da Europa e Israel.

Esta ofensiva já custou a vida de milhares de lutadores e lutadoras da cidade e do campo. Foi assim na antiga Iugoslávia e no Kosovo, na Palestina, na invasão do Afeganistão e, ultimamente, na guerra do Iraque. Atualmente ameaçam estender esta agressão para o Irã e a Síria.

O mesmo imperialismo, em 2004, derrubou o presidente do Haiti num seqüestro orquestrado pela CIA. Desde então, ocupam o país através das tropas de países como Brasil, Argentina e Uruguai que aceitaram fazer este trabalho sujo sob a máscara das “Forças de Paz da ONU”.

Enquanto isso continuam as provocações e as ameaças contra os povos e os governos da Coréia do Norte e de Cuba assim como, não desistem da tentativa de derrubar o governo de Hugo Chávez na Venezuela, que vem contrariando os interesses do imperialismo na América Latina.

As guerras econômicas provocam mais miséria
Junto a estas brutais agressões militares também está em curso uma ofensiva econômica que se baseia na exigência do pagamento de uma dívida que não foi contraída pelos trabalhadores do continente. Hoje os EUA querem impor de qualquer jeito o chamado acordo da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA. Por este acordo querem manter as políticas neoliberais que privatizam as empresas estatais, a saúde, a educação e as universidades, terceirizando os empregos e jogando milhões de famílias nas ruas. Aumenta, desta forma, a miséria do povo trabalhador enriquecendo cada vez mais as empresas transnacionais, os empresários do agro-negócio e os banqueiros.

No Brasil também temos esta guerra
No Brasil, aprofunda-se a pobreza na mesma medida em que aumentam as taxas de juros e o superávit primário garante o pagamento da dívida aos banqueiros, inviabilizando a retomada do crescimento do país e o aumento do nível de emprego e dos salários, e a violência da guerra já está instalada e provoca centenas de vítimas diariamente.

O massacre de El Dorado de Carajás, o já corriqueiro assassinato de camponeses sem-terra principalmente no Pará, sempre se basearam na certeza da impunidade. É esta certeza que levou ao covarde atentado, do mês passado, que matou Irmã Dorothy e aqui no Rio, o ambientalista Dionísio Júlio Ribeiro Filho. Estes não são fatos isolados. Fazem parte de uma política deliberada de guerra de extermínio dos lutadores sociais e da população das Comunidades das grandes cidades.

No mundo todo começa a resistência
Entretanto, a resistência popular tem respondido com muita luta a esta ofensiva.

O heroísmo da Intifada Palestina e da resistência do povo iraquiano, já fazem com que o orgulhoso império estadunidense lembre de sua maior derrota militar nas mãos do povo do Vietnã. Na Venezuela, o presidente Hugo Chávez e o povo derrotaram todas as tentativas de golpe contra a Revolução Bolivariana. Na Europa, milhões marcham nas ruas contra a guerra e exigem de seus governos a retirada das tropas do Iraque. Em nosso país, cresce a indignação e a resistência nas comunidades pobres. Aumenta a luta no campo e nas cidades. Cresce a organização dos sem-teto e dos trabalhadores informais. E no fim do ano passado, uma poderosa greve nacional de bancários sacudiu o país por mais de trinta dias.

Todos contra a mesma mão assassina
Sabemos que a mão que aperta o gatilho dos fuzis contra o povo iraquiano e palestino é a mesma mão que dispara contra os moradores das comunidades pobres no Rio de Janeiro. É a mesma que assassinou Irmã Dorothy, que massacrou os sem-teto de Goiânia e os sem-terra em Minas Gerais e no Pará.

Também sabemos que é a mesma mão que contabiliza bilhões de dólares nos cofres dos bancos, que provoca demissões em massa de trabalhadores e que bate o martelo nos leilões das privatizações.

  • Fora as tropas imperialistas do Iraque.
  • Fim do massacre e da ocupação das terras dos palestinos.
  • Punição para todos os assassinos dos lutadores: Irmã Dorothy, o ambientalista Dionísio Júlio e todos os sem-terra, os sem-teto de Goiânia e de todo o país.
  • Pela redução da jornada de trabalho, sem diminuir o salário e pelo emprego para todos.
  • Pela não retirada ou diminuição dos direitos dos trabalhadores.
  • Por uma reforma agrária imediata e de verdade.
  • Não à ALCA, não ao pagamento da dívida, não às privatizações.
  • Sim à vida, sim ao emprego, sim à justiça, sim à dignidade.