| A humanidade assiste perplexa à
maior escalada militar desde a segunda guerra mundial. Ela é
dirigida e executada pelo imperialismo estadunidense com a colaboração
dos governos das potências econômicas da Europa e Israel.
Esta ofensiva já custou a vida de milhares de lutadores
e lutadoras da cidade e do campo. Foi assim na antiga Iugoslávia
e no Kosovo, na Palestina, na invasão do Afeganistão
e, ultimamente, na guerra do Iraque. Atualmente ameaçam estender
esta agressão para o Irã e a Síria.
O mesmo imperialismo, em 2004, derrubou o presidente do Haiti num
seqüestro orquestrado pela CIA. Desde então, ocupam
o país através das tropas de países como Brasil,
Argentina e Uruguai que aceitaram fazer este trabalho sujo sob a
máscara das “Forças de Paz da ONU”.
Enquanto isso continuam as provocações e as ameaças
contra os povos e os governos da Coréia do Norte e de Cuba
assim como, não desistem da tentativa de derrubar o governo
de Hugo Chávez na Venezuela, que vem contrariando os interesses
do imperialismo na América Latina.
As guerras econômicas provocam mais miséria
Junto a estas brutais agressões militares também está
em curso uma ofensiva econômica que se baseia na exigência
do pagamento de uma dívida que não foi contraída
pelos trabalhadores do continente. Hoje os EUA querem impor de qualquer
jeito o chamado acordo da Área de Livre Comércio das
Américas, a ALCA. Por este acordo querem manter as políticas
neoliberais que privatizam as empresas estatais, a saúde,
a educação e as universidades, terceirizando os empregos
e jogando milhões de famílias nas ruas. Aumenta, desta
forma, a miséria do povo trabalhador enriquecendo cada vez
mais as empresas transnacionais, os empresários do agro-negócio
e os banqueiros.
No Brasil também temos esta guerra
No Brasil, aprofunda-se a pobreza na mesma medida em que aumentam
as taxas de juros e o superávit primário garante o
pagamento da dívida aos banqueiros, inviabilizando a retomada
do crescimento do país e o aumento do nível de emprego
e dos salários, e a violência da guerra já está
instalada e provoca centenas de vítimas diariamente.
O massacre de El Dorado de Carajás, o já corriqueiro
assassinato de camponeses sem-terra principalmente no Pará,
sempre se basearam na certeza da impunidade. É esta certeza
que levou ao covarde atentado, do mês passado, que matou Irmã
Dorothy e aqui no Rio, o ambientalista Dionísio Júlio
Ribeiro Filho. Estes não são fatos isolados. Fazem
parte de uma política deliberada de guerra de extermínio
dos lutadores sociais e da população das Comunidades
das grandes cidades.
No mundo todo começa a resistência
Entretanto, a resistência popular tem respondido com muita
luta a esta ofensiva.
O heroísmo da Intifada Palestina e da resistência
do povo iraquiano, já fazem com que o orgulhoso império
estadunidense lembre de sua maior derrota militar nas mãos
do povo do Vietnã. Na Venezuela, o presidente Hugo Chávez
e o povo derrotaram todas as tentativas de golpe contra a Revolução
Bolivariana. Na Europa, milhões marcham nas ruas contra a
guerra e exigem de seus governos a retirada das tropas do Iraque.
Em nosso país, cresce a indignação e a resistência
nas comunidades pobres. Aumenta a luta no campo e nas cidades. Cresce
a organização dos sem-teto e dos trabalhadores informais.
E no fim do ano passado, uma poderosa greve nacional de bancários
sacudiu o país por mais de trinta dias.
Todos contra a mesma mão assassina
Sabemos que a mão que aperta o gatilho dos fuzis contra o
povo iraquiano e palestino é a mesma mão que dispara
contra os moradores das comunidades pobres no Rio de Janeiro. É
a mesma que assassinou Irmã Dorothy, que massacrou os sem-teto
de Goiânia e os sem-terra em Minas Gerais e no Pará.
Também sabemos que é a mesma mão que contabiliza
bilhões de dólares nos cofres dos bancos, que provoca
demissões em massa de trabalhadores e que bate o martelo
nos leilões das privatizações.
- Fora as tropas imperialistas do Iraque.
- Fim do massacre e da ocupação das terras dos
palestinos.
- Punição para todos os assassinos dos lutadores:
Irmã Dorothy, o ambientalista Dionísio Júlio
e todos os sem-terra, os sem-teto de Goiânia e de todo o
país.
- Pela redução da jornada de trabalho, sem diminuir
o salário e pelo emprego para todos.
- Pela não retirada ou diminuição dos direitos
dos trabalhadores.
- Por uma reforma agrária imediata e de verdade.
- Não à ALCA, não ao pagamento da dívida,
não às privatizações.
- Sim à vida, sim ao emprego, sim à justiça,
sim à dignidade.
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