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Barra do Chuí – 24 a 29 de
janeiro de 2006.
As mulheres não precisam mais ter paciência: já
esperamos demais e queremos mudanças agora. Porque não
há desculpa para a exploração de nosso trabalho
dentro de casa, para políticas econômicas indiferentes
ao desemprego das mulheres ou à fome que muitas passamos
para sustentar sozinhas nossas famílias. Para sermos chefes
de família sem renda nem para a miséria e a fome de
milhares de mulheres desempregadas
1. Estamos em solidariedade com a luta das mulheres em todo o mundo;
2. Dizemos não ao imperialismo que promove a guerra global
permanente;
3. Dizemos não à ALCA, que é o plano de dominação
imperialista dos EUA, e ao pagamento da dívida externa, ilegal
e ilegítima;
4. Apoiamos a política externa brasileira que vem exercendo
um papel importante para o fortalecimento do Mercosul e integração
dos povos, mas precisa rever sua posição no Haiti;
5. Afirmamos o feminismo, o protagonismo juvenil, a livre orientação
sexual e o combate ao racismo, como elementos fundamentais para
a sociedade que queremos construir, através de uma rede de
integração entre os povos;
6. queremos respeito aos direitos humanos, reprodutivos, sexuais
a legalização do aborto incorporado ao serviço
público de saúde. E especialmente a garantia do atendimento
e prevenção HIV/DST às prostitutas que atuam
na fronteira entre Brasil e Uruguai.
7. Queremos a garantia dos direitos trabalhistas iguais para trabalhadoras
(es), uruguaios, brasileiros, argentinos e todos os demais imigrantes,
independente das legislações de seus países
de origem, e entre as fronteiras. E a viabilização
do Salário Mínimo de valor digno;
8. Dizemos não aos transgênicos, e afirmamos o consumo
ético, com ênfase as iniciativas auto gestionárias
que se dão através da economia popular e solidária;
9. Que os governos, especialmente na América Latina, condenem
todo poder político, religioso, econômico ou cultural
que exerçam controle sobre a vida das mulheres. Que sejam
cumpridos os tratados internacionais, e que implementem mecanismos
de combate à violência sexista, a mercantilização
do corpo das mulheres, o tráfico sexual, a prostituição,
a publicidade que expõe as mulheres enquanto mercadoria,
que sejam capazes de romper com os valores patriarcais e sensibilize
a sociedade para a democratização da estrutura familiar,
livre dos padrões heteronormativos;
10. Dizemos não aos políticos da OMC e FMI, do BM
e BID, que promovem a guerra econômica, retirando das pessoas
pobres para das as ricas.
Barra do Chuí, 26 de janeiro de 2006.
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