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A
Ageísmo. é a postura que leva
a negar tratamentos por hostilidade para com a pessoa por preconceito
dado pela idade somente. É uma espécie de racismo.
* Fonte: Descritores em Ciências da Saúde (Ver
preconceito em http://decs.bvs.br/ )
Assédio sexual. As definições
são extremamente variáveis. Certos países,
Alemanha e Áustria por exemplo, dão a esta expressão
uma acepção mais ampla incluindo todas as alusões
sexistas; outros, como a França, se atêm a uma
definição legal mais estreita, visando apenas
o assédio sexual exercido por um superior hierárquico.
Essa denominação designa todas as condutas de
natureza sexual, tais como expressões físicas,
verbais ou não verbais, que são propostas ou impostas
às pessoas contra sua vontade, notadamente sobre seu
local de trabalho, e que significa atentado a sua dignidade.
A maior parte desses comportamentos é dirigida contra
as mulheres e constitui uma expressão de poder dos homens
sobre as mulheres.
Muitas gerações de mulheres foram, e são
ainda, submetidas a solicitações de ordem sexual,
não desejadas... Marie-Victoire Louis, analisando a condição
das mulheres no momento de surgimento do assalariamento, escreve:
"Os direitos de uso dos corpos das mulheres, compreendendo
sua dimensão sexual, foram perpetuados no seio da relação
salarial".
Foram as feministas americanas da Universidade de Cornell que,
nos anos 70, designaram pela primeira vez sob o nome de assédio
sexual esse tipo de conduta masculina. Elas se referiam então,
mais concretamente, às práticas advindas dentro
do quadro das relações de trabalho com os homens.
A partir de 1975, esse conceito se generaliza nos países
anglo-saxões. Apesar das análises feministas,
o assédio sexual não foi considerado como um fenômeno
importante até os anos 1980.
No domínio jurídico, Catherine Mackinnon (1979)
nos EUA foi a primeira a introduzir o conceito de assédio
sexual no âmbito da doutrina legal e apresentando-o como
sendo uma forma de discriminação sexual (...).
Nos países europeus, esse conceito de assédio
sexual também foi adotado. Foi em meados dos anos 1980
que foi reconhecida verdadeiramente a importância do problema,
sobretudo dentro do quadro do trabalho. Em 1987, a Comissão
Européia publica o primeiro relatório sobre a
questão, definindo o assédio sexual como "uma
conduta verbal ou física de natureza sexual na qual o
autor sabe ou deveria saber que ela é ofensiva para a
vítima". Esse documento permitiu obter conhecimento
da situação em diferentes países europeus.
Há diferentes abordagens da questão. Certas feministas
americanas se recusam a limitar o fenômeno às relações
de trabalho, porque elas o consideram como uma forma de relações
de poder homem/mulher que se exerce igualmente em outras situações.
Outras, ao contrário, se centram no campo do trabalho
e mostram em particular que o assédio sexual é
um elemento determinante da segregação no mercado
de trabalho.(...)
Na França, as associações feministas (dentre
elas a L'AVFT, criada em 1985) são as primeiras a reivindicar
a sanção legal do assédio sexual. Elas
propõem, desde 1990, uma definição inspirada
nos textos da Comunidade Européia e nos conceitos norte-americanos,
que incluem o assédio sexual exercido por colegas de
trabalho e a chantagem sexual exercida por um superior hierárquico.
Mas discussão do fenômeno rapidamente se limitou
aos debates parlamentares.... O medo dos parlamentares de se
abusar do conceito fez com que o limitasse a uma definição
fundada unicamente sobre o abuso de autoridade com finalidade
de obter favores sexuais.
Atualmente os debates sobre a questão são consideravelmente
de baixa intensidade salvo na Itália onde se interroga
ainda sobre a pertinência de votar uma lei. Nos outros
países, as associações feministas e comissões
de mulheres sindicalistas se esforçam por dar apoio jurídico
e psicológico às mulheres que denunciam esse tipo
de agressão.
* Trecho extraído de verbete elaborado por Carme Alemany,
traduzido do Dicionário Crítico do Feminismo.
Fonte: HIRATA, H. LABORIE, F., LE DOARÉ, H. et al. Dictionnaire
critique du féminisme. 1 ed. Paris: PUF, 2000. p.81-86.
B
Backlash. O backlash não é uma conspiração,
com um conselho emanando ordens de uma sala de controle central,
e as pessoas que se prestam aos seus fins muitas vezes nem estão
conscientes dos seus papéis; algumas até se consideram feministas.
Na maioria dos casos, as suas maquinações são disfarçadas e
ocultas, impalpáveis e camaleônicas. E tampouco podemos dizer
que todas as manifestações do backlash tenham o mesmo peso e
o mesmo significado; muitas não passam de coisas efêmeras, geradas
por uma máquina cultural que está continuamente à cata de "novos"
ângulos. Considerados em conjunto, entretanto, todos estes códigos
e bajulações, estes murmúrios e ameaças e mitos, levam irreversivelmente
numa única direção: tentar mais uma vez prender a mulher aos
seus papéis "aceitáveis' - seja como filhinha de papai ou criaturinha
romântica, seja como procriadora ativa ou passivo objeto sexual.
C
D
Direitos reprodutivos. Como conceito, os direitos
reprodutivos são a autodeterminação de
cada pessoa em matéria de procriação e
sexualidade. A luta pelos direitos reprodutivos é uma
luta política e representa uma crítica radical
à sociedade patriarcal e aos atuais modelos dominantes
de desenvolvimento político, social e econômico.
Ao mesmo tempo, constitui uma parte da luta feminista pela transformação
da sociedade.
Discriminação. Ato ou efeito
de diferenciar, de segregar. Dar tratamento pior ou injusto
a uma pessoa em virtude de suas características pessoais
(sexo, raça, credo religioso ou convicções
políticas); intolerância; preconceito.
E
Educação sexista.
Dia Internacional da Educação Não
Sexista
No dia 21 de junho é comemorado o Dia Internacional da
Educação Não Sexista. Muitas organizações
têm experiência e trabalhos ligados ao desenvolvimento
de ações educativas com uma perspectiva de justiça
nas relações de gênero.
O sexismo constitui, entre outras, uma importante ameaça
à democratização da sociedade porque exclui,
discrimina e limita a participação das pessoas
em função de seu sexo. Esta discriminação
se inicia na infância e vai se aprofundando na idade adulta.
Em setembro de 1990, no Encontro de Mulheres do Cone Sul,
no Paraguai, com o lema "A construção da
identidade da mulher como uma contribuição aos
processos de democratização nos paises do Cone
Sul", surgiu a proposta de desenvolver uma atividade comum:
a realização de uma jornada anual, no dia 21 de
junho, com o lema "Trabalhemos por uma Educação
Humana Não Sexista". A Campanha de Educação
durou 12 anos.
Nesse aspecto, foram observados avanços no que se refere
a legitimar publicamente a educação igualitária
e foram se somando os meios de comunicação, docentes,
jornalistas, as mulheres que atuam no espaço político
e órgãos de governo, principalmente aqueles ligados
à educação.
Existe já um caminho iniciado nos processos de mudança
nas relações de homens e mulheres na sociedade.
No entanto, isso implica em profundas transformações
culturais e sociais.
El Salvador
Em 1999, a Assembléia Legislativa da República
de El Salvador decretou o dia 21 de junho como Dia Nacional
para uma Educação não Sexista no contexto
de uma campanha internacional desenvolvida durante as duas últimas
décadas na América Latina e visando reduzir o
sexismo no currículo e nas práticas docentes.
É o único país da região a reconhecer
essa comemoração.
Educação não-sexista.
É a educação que promove a igualdade entre
homens e mulheres.
* Fonte: SOUZA, Valquíria Alencar de, CARVALHO, Maria
Eulina de. Por uma educação escolar não
sexista. João Pessoa: Editora Universitária UFPB,
2000.
Endometriose. “A endometriose corresponde
a um implante do endométrio fora da cavidade uterina.
Ocorre mais freqüentemente nas cavidades pélvica
e abdominal, acometendo o peritônio ou, mais profundamente,
órgãos como o ovário, bexiga e/ou intestinos.
Menos freqüentemente, pode ser encontrada em diversos outros
locais do corpo humano [feminino].
Os focos de tecido endometrial localizados fora do seu habitat
natural [a parte interna do útero], continuam sendo estimulados
mensalmente pela ação hormonal do ciclo menstrual
e funcionam como “corpo estranho” ao local de implantação,
provocando reação inflamatória ao redor
de si, causando dor no período menstrual. Com o tempo,
o processo inflamatório desencadeia a formação
de aderências ao redor do foco de endometriose, entre
as estruturas vizinhas, dificultando a mobilidade e função
da estrutura acometida, incorrendo em dor pélvica crônica
e até em esterilidade.
Os pequenos focos podem crescer e se espalhar, levando a conseqüências
variáveis, de acordo com sua localização.”
* Fonte: Mendonça, Eleuze (org) et al. Um enigma chamado
endometriose. Belo Horizonte: Livraria e Editora Health, 1998.
Eqüidade de gênero. Sistema de
relações interpessoais baseado na igualdade entre
os sexos e na valorização equilibrada daquilo
que é considerado feminino e masculino.
* Fonte: SOUZA, Valquíria Alencar de, CARVALHO, Maria
Eulina de. Por uma educação escolar não
sexista. João Pessoa: Editora Universitária UFPB,
2000.
Estereótipo. Idéia ou convicção
classificatória preconcebida sobre uma pessoa, um grupo
de pessoas ou alguma coisa resultante de expectativa, hábitos
de julgamento ou falsas generalizações; preconceito.
Julgamentos, sentimentos ou imagens preconceituosas formados
pela imposição cultural de um padrão fixo
e invariável que não considera as diferenças
individuais e culturais, por exemplo “homem competente,
mulher amorosa”; lugar-comum, modelo, padrão básico.
F
Feminismo. Palavra de uso cotidiano à
qual são atribuídos uma pluralidade de significados.
Segundo Cirillo, “Sobre a sua origem controversa, a partir
do momento em que a tese mais reconhecida é de que o
inventor seria um homem (Fourier), é necessário
lembrar que quando nasce, feminismo significa comportamento
feminino e masculino de estima pelas mulheres, consciência
da injustiça da qual deriva sua condição,
convicção de que o mundo seria melhor se as mulheres
tivessem aquilo a que têm direito. (...)
O feminismo é um complexo de discursos, de análises,
de projetos, de teorias, de ilusões progressivas, de
simplificações úteis ou danosas que orientou
a política das mulheres para as mulheres e se articula
em numerosos e diversos feminismos, ligados aos interesses,
à cultura, às referências políticas
das mulheres que nele se reconhecem.
Trata-se de um movimento político, internamente diferenciado
e constituído por movimentos de mulheres e sujeitos políticos
diversos. (...)
Finalmente, o feminismo é “o movimento real que
abole o presente estado de coisas”. Para além dos
lugares comuns da linguagem cotidiana, da capacidade das filosofias
feministas em orientar de alguma maneira a ação
política das mulheres, além da irrupção
e do desaparecimento dos movimentos políticos, o feminismo
é (...) o conjunto das dinâmicas sociais e das
aspirações individuais que continuam ainda hoje
a transformar a condição e o inconsciente das
mulheres, a imagem que elas tem de si mesmas e a sua relação
com os homens. Este conjunto, que em abstrato constitui uma
subjetividade política capaz de incidir sobre a realidade,
só se solidificou concretamente em algumas ocasiões
históricas” em que as mulheres se constituíram
como um único sujeito.
O feminismo constituiu o parâmetro científico de
gênero visando a compreensão da lógica das
relações humanas e de quais são as possibilidades
de intervenção.
“Enfrentar a economia política ou a sociologia
utilizando o gênero significa (por exemplo) explicar a
função social e a espessura do trabalho reprodutivo,
isto é, do trabalho doméstico em larga medida
não remunerado realizado pelas mulheres; ou então
compreender o papel que elas desenvolvem nos ditos trabalhos
atípicos e como exército de reserva. Ao mesmo
tempo ter claro que a economia política e a sociologia
descrevem, mas explicam só em parte (e portanto não
indicam soluções) fenômenos que tem razões
psicológicas, culturais e simbólicas.”
Segundo Cirillo, “o aspecto mais importante da teoria
feminista é a reflexão desenvolvida em torno do
tema do sujeito e que indiretamente pode também contribuir
para explicar a crise de subjetividade que atropelou e em certa
medida desfez o movimento operário.”
* Fonte: CIRILLO, Lídia. Lettera alle Romane: sussidiario
per uma scuola dell’obbligo di femminismo. Milão:
Editora Il Dito e La Luna, 2001. (I Quaderni Viola, 5)
G
Gênero. Construção cultural
simbólica que compreende as representações
de referência para o comportamento, atitudes e manifestações
emocionais dos indivíduos dos sexos masculino e feminino.
É uma categoria de análise pois permite um olhar
diferenciado sobre o conjunto da sociedade e das relações
sociais, que têm base material, econômica e ideológica.
Envolve o estudo das relações de poder e de dominação
que implicam na subordinação das mulheres.
H
I
Identidade de gênero. Conjunto de normas
e padrões introjetados no indivíduo desde a infância
pela socialização e convivência familiar.
“É a primeira coisa que incorporamos do que a sociedade
espera de nós e envolve aspectos sutis como a forma como
somos tratados, o tom de voz, a observação de
quem tem mais poder em casa (...)
As pessoas não são 100% gênero feminino
ou masculino, e não introjetam sem resistências
padrões e normas que não lhes agradam. Às
vezes acreditam que esse é o padrão correto, às
vezes temem a condenação do meio em que vivem.
Afirmar-se de forma diferente depende das possibilidades de
negociação.”
* Fonte: FARIA, Nalu;NOBRE, Miriam. Curso Gênero SAA/EMATER-RS
: relatório Junho de 2000.São Paulo: SOF, 2000.
J
K
L
M
Machismo. É um conjunto de leis, normas,
atitudes e/ou traços sócio-culturais do homem
cuja finalidade, explícita e/ou implícita, tem
sido e é, produzir, manter a submissão da mulher
em todos os níveis: sexual, procriativo, trabalhista
e afetivo.
A palavra machismo é utilizada primordialmente no âmbito
coloquial e popular. Um termo mais apropriado (sobretudo em
nível ideológico) para expressar dito conceito
é sexismo, já que o primeiro se utiliza para caracterizar
aqueles atos, físicos ou verbais, por meio dos quais
se manifesta de forma vulgar o sexismo subjacente na estrutura
social. No plano psicológico, a diferença entre
sexismo e machismo é que o sexismo é consciente
e o machismo inconsciente; isto é, o machista atua como
tal sem necessariamente ser capaz de explicar ou dar conta da
razão interna de seus atos, já que unicamente
se limita a reproduzir e a por em prática de um modo
grosseiro (grosso modo), aquilo que o sexismo da cultura a que
pertence por nacionalidade ou condição social
lhe brinda. Daí que um machista pode até sentir-se
orgulhoso e presumir que ser "muito macho" é
sem dúvida normal se sua personalidade profunda não
tem bases ideológicas e psicológicas de misoginia
(ódio /medo das mulheres muito ligado ao sexismo). Ao
tomar consciência de seu machismo e as conseqüências
deste, o indivíduo pode modificar muitos aspectos de
seu comportamento. A mulher pode compartilhar do machismo na
medida em que não é consciente das estruturas
de poder que regulam as relações entre os sexos
e as reproduz e/ou contribui para que os homens continuem reproduzindo-as.
* Verbete destacado de: SAU, Victória. Dicionário
Ideológico Feminista. 3 ed. Barcelona: Ed. Icaria, 2000.
Misoginia. Ódio ou averso às
mulheres; aversão ao contato sexual com mulheres.
* Verbete destacado de: Dicionário Houaiss da Língua
Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
N
O
Organizações não governamentais.
São instituições que se propõem
a realizar ações de fomento à cidadania
e de sustentabilidade através da mediação
social, pressão e formação de opinião
pública. Promovem a defesa de direitos, campanhas públicas
e atuam como agentes da política social na educação
para a cidadania.
P
Patriarcado. Forma de organização
social que se baseia na autoridade paterna. No núcleo
familiar predomina a autoridade do pai de família sobre
os demais membros do grupo; na sociedade, este sistema social,
ideológico e político se amplia e cristaliza o
poder de decisão e a autoridade dos homens relegando
as mulheres à submissão.
Política feminista. São as políticas
destinadas a combater a desigualdade entre os gêneros
por meio do fortalecimento da organização e da
autodeterminação das mulheres.
Políticas públicas de gênero.
São as políticas dos órgãos públicos
ou dos movimentos sociais que se propõem a combater a
desigualdade de gênero.
Preconceito. Prefixo = pré: o que vem
antes; Conceito: idéia, opinião, julgamento. É
uma opinião formada sem conhecimento dos fatos, um julgamento
não refletido. Segundo Houaiss (2001) é uma “idéia
ou sentimento concebido sem exame crítico; atitude, sentimento
ou parecer insensato, especialmente de natureza hostil, assumido
em conseqüência da generalização apressada
de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância”.
* Verbete destacado de: Dicionário Houaiss da Língua
Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
Q
R
Relações sociais de gênero.
São as relações sociais desiguais entre
mulheres e homens que se dão em um mundo marcado por
uma definição estereotipada do que é ser
mulher e do que é ser homem e que atravessam o conjunto
da vida e da sociedade, nos campos do trabalho, da família
e outros. Indicam a condição de ser mulher e de
ser homem em uma dada sociedade e a posição dos
indivíduos de cada sexo na hierarquia social.
“As instituições com poder para intervir
nas relações de gênero são a igreja,
a família, a escola, os meios de comunicação
... As relações entre homens e mulheres não
são só de complementaridade, mas também
de hierarquia. Os homens em geral têm privilégios
no mercado de trabalho, nas relações sociais.”
* Fonte: FARIA, Nalu;NOBRE, Miriam. Curso Gênero SAA/EMATER-RS
: relatório Junho de 2000.São Paulo: SOF, 2000.
S
Sexismo. Conjunto de manifestações
de comportamento discriminatório que favorece um sexo
em detrimento do outro. Abrange todos os âmbitos da vida
e das relações humanas. Desequilíbrio sexual
do poder. Na sociedade patriarcal o sexismo se manifesta por
meio da reprodução incessante dos estereótipos
que inferiorizam a mulher vinculando-a à sua natureza
biológica e valorizando os mitos da menopausa, da maternidade,
da perfeita dona de casa, destituindo-as da condição
de seres culturais, campo no qual as diferenças biológicas
homem-mulher deixam de existir.
Sexo. “A totalidade das características
de estruturas reprodutivas e funções, FENÓTIPO
e GENÓTIPO, que distinguem o organismo MASCULINO do FEMININO.”
*Fonte: Descritores em Ciências da Saúde (Ver preconceito
em http://decs.bvs.br/ )
“Conjunto das características corporais que diferenciam,
numa espécie, os machos e as fêmeas e que lhes
permitem reproduzirem-se.”
*Verbete destacado de: Dicionário Houaiss da Língua
Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
T
U
V
Violência sexista. Na sociedade em que
vivemos a relação entre homens e mulheres é
baseada na desigualdade. Entre as inúmeras manifestações
dessa desigualdade está a violência sexista.
A violência sexista tem seus alicerces na subordinação
das mulheres. Elas são tratadas como se fossem objetos
e dominadas pelos homens, que mantém sobre elas uma relação
de poder. As manifestações de violência
vão desde as pressões psicológicas até
os maus tratos físicos e a morte. Para isso o agressor
faz uso da força e também de ameaças.
A violência sexista é um dos recursos fundamentais
para a manutenção da dominação-exploração
das mulheres e para submetê-las a situações
que contrariam seus desejos.
X
Z