AIDS
Aborto
Aterosclerose
Câncer de pulmão
Doenças aparelho circulatório/respiratório
Doenças mentais
Gravidez na adolescência
Infartos
LER
Mulheres e acidentes de trabalho
Trabalho
Aborto
- No Brasil são realizados em média 1 milhão
e 400 mil abortos anuais;
- Mais de 50 mil adolescentes deram entrada nos hospitais públicos
no período de 1993 1998 para tratar de complicações
causadas pelo abortamento;
- A morte por aborto se constitui como a 3 terceira causa de mortalidade
materna no Brasil;
- As complicações por aborto se constituem na quinta
causa de internação das mulheres nos serviços
públicos.
Aterosclerose
A aterosclerose (entupimento das artérias) que pode ser responsável
por outras doenças graves como derrame, angina e infarto
, cresceu entre as mulheres:
- Em 1960 a incidência era de 10 casos em cada 100 mulheres,
aumentando para 25 em cada 100, no ano 2000.
Câncer de pulmão
A incidência de câncer de pulmão também
aumentou, o que atesta também o crescimento do número
de mulheres fumantes:
- Em 2001 no Brasil, 12 milhões de mulheres fumam num total
de 30 milhões de fumantes.
- De 1980 a 2000, triplicaram os casos de câncer de pulmão
entre as mulheres e aparece cada vez mais como causa de morte das
mulheres.
- De cada 10 mulheres que sofrem infarto antes dos 50 anos, 9 são
fumantes.
Doenças aparelho circulatório/respiratório
O estudo de Elza Berquó Cunha ( Folheto de divulgação
de 2001) sobre morbi-mortalidadefeminina no Brasil atestam o aumento
das doenças do aparelho circulatório, neoplasmas e
das doenças do aparelho respiratório na mortalidade
feminina . Como exemplos:
-" Estas doenças mantiveram, ao longo dos anos, os seus
postos de primeira, segunda e terceira causas de morte da população
feminina de 10 anos e mais.
- Ao ultrapassar os 45 anos, são as doenças do aparelho
circulatório as que causam maior número de internações
femininas, seguidas pelas Doenças do Aparelho Respiratório
( pneumonias, asma, bronquites) e as cerebrovasculares;
-...(Porém) enquanto as doenças circulatórias
vão perdendo seu peso relativo em 12%, os Neoplasmas aumentam
em 7% e, muito mais acentuadamente, as Doenças Respiratórias
que sofreram um aumento de quase 35%... Os Neoplasmas Malignos (cânceres)
ganham importância relativa quanto mais nos aproximamos dos
anos 90 e, mais acentuadamente, nas idades mais velhas. Porém,
não deixam de aparecer sempre como uma das principais causas
de morte do total de mulheres de 10 anos e mais."
Doenças mentais
As mulheres de todas as idades são 70% das consumidoras de
medicamentos psiquiátricos, o que revela o quadro de deterioração
da qualidade de vidas das mulheres brasileiras. Segundo o psiquiatra
brasileiro José Bertolote, coordenador da equipe de Controle
de Doenças Mentais e cerebrais da Organização
Mundial de Saúde (OMS), 4 mulheres para cada homem sofrem
de depressão.
Gravidez na adolescência
- Em 1999, o número de partos de jovens entre 10 e 19 anos,
realizados na rede do SUS - Sistema Único de Saúde
, foi 705 mil ( 27% do total de partos) - um aumento de 67 mil em
6 anos.
- Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, o parto
representa a primeira causa de internação de meninas
no SUS. Na faixa dos 15 a 19 anos, o principal motivo para a internação
das mulheres é a gravidez, parto e pós-parto. Em todas
as regiões do país , representam 80,3% das internações
das jovens. Esses dados revelam o início precoce das relações
sexuais e o baixo uso de métodos contraceptivos. A exposição
às DSTs e AIDS entre adolescentes é um dos fatores
preocupantes.
Infartos
Segundo estudo de Estela Aquino encontramos também o destaque
para a incidência de doenças cerebrovasculares e doenças
isquêmicas do coração - em especial, os infartos
agudos do miocárdio (IAM) entre as mulheres que, em 1997
foram responsáveis por mais de 60% das mortes por doenças
circulatórias em mulheres adultas.
- Em 1988 as doenças do coração, da circulação
e do câncer eram a causa da morte de 39 de cada 100 mulheres
e em 1998 essas doenças apareciam como causa de 43 de cada
100 mortes de mulheres.
LER
A LER (Lesões por esforço repetitivo) , segundo estudo
da UFRJ já é a maior causa de doença nas trabalhadoras
brasileiras, seguida das doenças mentais, problemas cardiovasculares
e assédio sexual.
Mulheres e acidentes de trabalho
Pesquisa efetuada pela secretaria de Saúde do Distrito Federal,
divulgada em abril, revela que, em relação aos homens,
as mulheres adoecem e se acidentam 50% a mais no desempenho de suas
funções. De acordo com o jornal, estes problemas são
decorrentes do esforço que as mulheres fazem para “se
mostrarem tão competitivas quanto os homens” e da dupla
jornada de trabalho. A incidência de doenças e o registro
de acidentes de trabalho são maiores nas seguintes profissões:
servente, carteira, professora, enfermeira, telefonista e bancária.
Os principais tipos de doenças e acidentes foram: LER (Lesão
por Esforço Repetitivo), DORT (Distúrbios Osteomusculares
Relacionados ao Trabalho), ferimentos do punho e da mão,
entorse do tornozelo e do pé, fratura do pé e fratura
do antebraço.
Fonte: Jornal Correio Braziliense
Trabalho
O relatório da Organização Internacional do
Trabalho (OIT), denominado Segurança em Cifras, estabelece
o custo econômico de 200 milhões de dólares
e destaca, entre as causas das incapacidades no trabalho, os problemas
com músculos e coluna. As mais atingidas são as mulheres
que estão associadas a trabalhos pesados e que, geralmente,
recebem salários muito baixos.
A OIT destacou que os trabalhos pesados, como o cultivo e a colheita,
podem provocar partos de crianças que nascem mortas e nascimentos
prematuros. O documento cita que a proporção de mulheres
empregadas nos setores industrial e de serviços aumentou,
rapidamente, durante as últimas décadas. Em numerosos
países as mulheres, atualmente, constituem 50% da mão-de-obra
e, logo, serão em maioria, completa o relatório.
O texto reconhece, ainda, que existe um alto grau de segregação
entre os trabalhos de homens e os de mulheres, o que influi na exposição
a riscos de trabalho particulares. Destacou como exemplo, a elevada
proporção de mulheres trabalhadoras do setor de saúde
que sofrem lesões de coluna, devido ao tipo de trabalho desenvolvido
por essas profissionais.
Estresse no trabalho - A OIT destacou que existe uma taxa mais alta
de doenças relacionadas com o estresse, entre mulheres, o
que pode acontecer devido à realização de tarefas
repetitivas realizadas em grande velocidade e não deixam
espaço para tomada de decisões nem criatividade. As
lesões ocasionadas pelas repetidas pressões são
freqüentes, também, entre as trabalhadoras do setor
industrial. Outro fator é a dupla carga de trabalho que recai
sobre as mulheres que devem trabalhar fora e dentro de casa.
Por outro lado, o documento informa que das mais de 42 milhões
de pessoas no mundo que estão infectadas pelo vírus
HIV, pelo menos 26 milhões são trabalhadores e trabalhadoras
entre 15 e 49 anos, que se encontram na etapa mais produtiva da
sua vida no trabalho. O texto da OIT adverte que a AIDS ataca, gravemente,
aos grupos mais vulneráveis da sociedade, entre eles, os
de baixo recurso, as mulheres e as crianças, exacerbando
problemas já existentes, como desigualdade de gênero,
trabalho infantil e inadequada proteção social.
Quanto ao trabalho infantil, a OIT calcula que existem, no mundo,
cerca de 250 milhões de trabalhadores entre 5 e 14 anos,
muitos deles explorados em trabalhos perigosos, na agricultura,
minas, fábricas de tijolos, fábricas de fogos artificiais,
serviço doméstico, prostituição e pornografia,
além de conflitos armados. A OIT reconhece que as meninas
são empregadas nas piores formas e condições
de trabalho.
Fonte: Notícias Adital
Investimentos do INSS com coquetel anti-aids mostram diferenças
entre homens e mulheres
O Globo noticiou estudo da Coordenação Nacional de
DST/AIDS do Ministério da Saúde que constata que o
tratamento com o coquetel de anti-retrovirais contra a Aids reduziu
em 22,5% as despesas da Previdência com soropotivos e em 27,5%
as despesas com auxílio-doença. Entretanto, aumentou
o Benefício de Prestação Continuada (BPC),
salário mínimo pago a qualquer pessoa com doença
incapacitante e que comprove não ter como se sustentar. Para
Jackeline Fabíola, responsável pelo estudo, esse dado
pode indicar o aumento da epidemia nas camadas mais pobres da população.
A matéria informou que o estudo confirma o aumento da epidemia
entre mulheres, já que para cada homem seis mulheres são
beneficiadas com BPC. Nas aposentadorias, são três
mulheres para cada homem. Os números mostram que as mulheres
soropositivas são mais pobres que os homens. Apenas o auxílio-doença
é concedido mais freqüentemente para homens –
3 para cada mulher – o que mostra que há mais homens
no mercado de trabalho formal.
Fonte: jornal O Globo