Apresentação O que é violência sexista? Por que acontece? Tipos de violência sexista A realidade da violência sexista no Brasil Como essa realidade se mantém Como se combate a violência no Brasil O uso desta cartilha Fontes consultadas Créditos


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A REALIDADE da violência sexista NO BRASIL

No Brasil, os dados sobre a violência sexista são poucos, e em geral, são colocados em estimativas, já que ainda são raros os casos denunciados. De qualquer forma, é possível se ter idéia do quanto as mulheres são afetadas pela violência.

Mais de sete em cada dez casos registrados de violência contra a mulher acontecem dentro de casa, e os agressores são maridos, namorados, amantes ou excompanheiros, além de pais ou parentes. Aliás, o risco de a mulher ser agredida por esses é nove vezes maior do que na rua.

A pesquisa A mulher brasileira nos espaços público e privado, de 2001, feita pelo Núcleo
de Opinião Pública da Fundação Perseu Abramo, revelou que o marido é o maior agressor, apontando-o como responsável por mais da metade dos espancamentos e das ameaças com armas à integridade física. Em segundo lugar, aparece o ex-marido ou ex-namorado.
A mesma pesquisa também mostra que as mulheres rurais sofrem mais violência que
as mulheres urbanas em todas as categorias, como: tentativa de estupro/abuso sexual,
tapas, uso de armas, bate-bocas, xingamentos.

Uma explicação para isso é o fato de questões de família e de trabalho estarem bastante vinculadas no meio rural, por isso, as mulheres ficam mais vulneráveis a sofrer qualquer tipo de violência por parte de seu marido ou companheiro.

Aliás, a experiência que as mulheres vivem na produção rural também se relaciona com
o machismo e com essa cultura, e sobre esse aspecto, a pesquisa revelou que mais da
metade costuma pedir licença ao marido para tomar decisões, e uma em cada dez diz já ter
sido enganada quando vendeu seus produtos agrícolas.

Uma outra pesquisa, realizada pelo Movimento de Mulheres Agricultoras de Santa Catarina, aborda mais especifi camente a questão da violência sexista no meio rural. Essa pesquisa, A violência contra a mulher agricultora em Santa Catarina, revela que quase sete em cada dez mulheres agricultoras entendem a violência como agressão física; quase três em cada dez, como agressão moral; e três em cada dez, como agressão política. A maioria delas afi rmou que a agressão política é o maior tipo de violência que enfrentam. Três em cada vinte mulheres disseram já ter sido espancadas, e metade delas afirma conhecer uma mulher que já foi espancada.

Como se pode notar, os casos de violência contra a mulher são bastante freqüentes, e por ação dos movimentos feministas nas últimas décadas, passaram a ser abordados publicamente, abrindo espaço para denúncias e contribuindo para que um número maior de
mulheres e grupos de mulheres se incorporasse à luta contra a violência sexista.

 


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