A galeria virtual Emergências ecofeministas latino-americanas e caribenhas compõe o estudo Emergências ecofeministas: Um estudo desde as práxis de coletivos de mulheres latino-americana e caribenhas que apresenta os movimentos protagonizados por mulheres no território latino-americano e caribenho a partir de suas ações políticas e propostas para horizontes em que a vida seja o princípio para o funcionamento da sociedade. A análise apresentada foi construída a partir dos materiais publicados pelos movimentos disponíveis na internet em texto, áudio, vídeo e imagem. 

Durante o caminho do estudo, as ilustrações e fotografias se apresentaram como parte da construção das ideias escritas, sendo intraduzíveis à palavra, construindo as identidades, comunicando as perspectivas e propostas para as questões da sociedade, sobretudo no que se refere à relação dos povos e seus territórios. Portanto, a elaboração das imagens — seja para a difusão dos motes, divulgação de eventos ou ferramentas para oficinas — compõe o modo de fazer política destes movimentos e, ao apresentar a galeria, estamos também difundindo os pensamentos e colaborações desses sujeitos políticos. 

Igualar a importância das imagens à palavra ganha particularidades no território latino-americano e caribenho principalmente entre as mulheres. A partir das condições de suas vidas e das desigualdades socialmente estabelecidas, são esses sujeitos que se dedicam a dar continuidade às práticas que sustentam a vida em diferentes territórios, com diferentes línguas, culturas e povos. A partir da visualização, a imagem carrega a língua da interpretação e amplia as possibilidades de comunicar ideias. Exercitar a visualização como forma de descolonizar o olhar, unindo a experiência mental e corporal em uma única vivência, é um convite que nos transforma e transgride os freios da escrita, como nos sugere Silvia Rivera Cusicanqui em Sociología de la imagen – Miradas ch’ixi desde la historia andina

As reivindicações coletivas que ilustram as imagens destacam a participação das mulheres e da luta feminista como parte da história e fortalecem a construção de possibilidades distintas das propagandeadas pelo capitalismo patriarcal, racista e colonial que individualiza as questões socias. Portanto, o modo de comunicar destes movimentos presentes no estudo, pertence à disputa de horizontes e da memória coletiva, constroem as identidades e possibilitam apresentar as elaborações dos mesmos diante dos desafios postos. Por compor a pesquisa, a disposição das imagens nesta galeria acompanham as escolhas feitas no estudo escrito, de modo que separamos as imagens por noções emergentes das práxis que se concretizam em perspectivas e propostas políticas por estes movimentos como horizontes ecofeministas na América Latina e Caribe.

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Sem título – La Araña Feminista e Marcha Mundial das Mulheres. Venezuela, 2021.
(Fonte)
Sem título – Taller Ecologista. Argentina, 2020.
(Fonte)
Afiche Semillas – Associação Nacional de Mulheres Rurais e Indígenas. Chile, 2020. 
(Fonte)
Sem título – Amigos da Terra América Latina e Caribe. Brasil,  2021. 
(Fonte)
Sem título – La Araña Feminista e Marcha Mundial das Mulheres. Venezuela, 2021.
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Encontro de Mujeres y Saberes en Mar del Plata – Unión de Trabajadores de la Tierra. Argentina, 2019.
(Fonte)
Sem título – Articulação Nacional de Agroecologia. Brasil, 2018. (Fonte)
Campanha solidária –  Marcha Mundial das Mulheres. Brasil, 2020. 
(Fonte)
Sem título – Articulação Nacional de Agroecologia. Brasil, 2018.
(Fonte)
Verdurazo Feministas – Unión de Trabajadores de la Tierra. Brasil, 2019.
(Fonte)
Sem título – Taller Ecologista. Argentina, 2020.
(Fonte)
Sem título – Colectivo de Mujeres del Chaco Americano. Argentina, 2021. 
(Fonte)
Sem título – Amigos da Terra América Latina e Caribe. Argentina, 2021. 
(Fonte)
Sem título – Taller Ecologista. Argentina, 2020. (Fonte)
Sem título – Associação Nacional de Mulheres Rurais e Indígenas. Chile, 2019.
(Fonte)


Sem título – Colectivo de Mujeres del Chaco Americano. Argentina, Bolívia e Paraguai, 2020. 
(Fonte)
Sem título – Articulação Nacional de Agroecologia. Brasil, 2018.
(Fonte)
Sem título – Coletivo de Mulheres do Movimento Atingido por Barragens. Brasil, 2021.
(Fonte)
Radio Novela Justicia para Berta, justicia para los pueblos – Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras. Honduras, 2018.
(Fonte)
Sem título – Red Latinoamericana De Mujeres Defensoras, 2021.
(Fonte)
Sem título – Mujeres de Zona de Sacrificio Quintero – Puchuncaví en Resistencia. Chile, 2019.
(Fonte)
Sem título – Articulação Nacional de Agroecologia. Brasil, 2018.
(Fonte)
Sem título – Coletivo de Mulheres do Movimento Atingido por Barragens. Brasil, 2021.
(Fonte)

Pronunciamiento de Las Jornadas Ecofeministas Antiextractivistas por el Buen Vivir – Mujeres y la Sexta. México, 2020. 
(Fonte)
Despatriarcalizar la cuerpa –  Feminaria. 2021. (Fonte)
Sem título – Marcha de Mujeres Originarias por El Buen Vivir. Argentina, 2015
Sem título – Marcha das Mulheres Negras. Brasil, 2015.
Sem título – 2ª Marcha das Mulheres Indígenas. Colagem: Lígia Amoroso Galbiati. Brasil, 2021.
2ª Marcha das Mulheres Indígenas – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil e Articulação das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade. Brasil, 2021.  
(Fonte)
Sem título – Tzk’at – Red de Sanadoras Ancestrales del Feminismo Comunitario. Guatemala, 2020. 
(Fonte)
Batucada Feminista – Marcha Mundial das Mulheres. Foto: Cíntia Barenho. Brasil, 2015 
(Fonte)
Sem título – Colectivo Con-spirando. Chile, 2019.
(Fonte)
Mapeando el cuerpo-territorio – Colectivo Miradas Críticas del Territorio desde el Feminismo. Equador, 2017.
capa-mapeando-cuerpo-territorio-2017
(Fonte)
Sem título – Mujeres Creando. Bolívia, 2021. 
(Fonte)
Mulheres em Marcha pela Desmilitarização – Marcha Mundial das Mulheres. Foto:  Isis Utsch. Brasil, 2015
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Sem título – Mujeres Creando. Bolívia, 2017.
(Fonte)
Sem título – Mujeres que Luchan. México, 2019.
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